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Pandemia no bolso do trabalhador - Inflação das classes mais baixas foi o dobro da observada pelas mais altas

Desde março, por conta da pandemia, os preços dos alimentos pressionam a inflação das classes mais pobres. Em outubro, a inflação para as famílias cujo rendimento familiar mensal é menor que R$ 1.650,50 foi de 0,98%, mantendo-se estável (nas duas faixas de renda mais baixas) na comparação com o mês de setembro. No caso das famílias com rendimento domiciliar superior a R$ 16.509,66, a variação de preços subiu de 0,29% em setembro para 0,82% em outubro. As informações são do Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda referente a outubro e divulgadas em 11 de novembro.

No caso das famílias com rendimento domiciliar superior a R$ 16.509,66, a variação de preços subiu de 0,29% em setembro para 0,82% em outubro. As informações são do Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda referente a outubro divulgado nesta quarta-feira (11). Em outubro, o grupo “alimentos e bebidas” foi responsável, sozinho, por 61% da inflação da classe de renda muito baixa. A alta reflete o aumento nos seguintes itens: arroz (13,4%), batata (17%), tomate (18,7%), óleo de soja (17,4%) e carnes (4,3%). A alta observada no grupo “transportes”, com os reajustes de 39,8% nas passagens aéreas e de 0,9% nos combustíveis, impactou especialmente as famílias mais ricas.

No acumulado de 2020, a desaceleração nos preços dos serviços beneficiou as famílias de maior poder aquisitivo, enquanto a alta nos alimentos seguiu pressionando o custo de vida dos mais pobres. Desta forma, nos 10 primeiros meses deste ano, a inflação das famílias de renda alta (1,0%) foi bem menor que a registrada pelas famílias de menor poder aquisitivo (3,5%). De janeiro a outubro, houve aumento em itens que pesam na cesta de consumo dos mais pobres: arroz (47,6%), feijão (59,5%), leite (29,5%), óleo de soja (77,7%) e frango (9,2%). Enquanto isso, itens de maior peso para as famílias mais abastadas apresentaram deflações: passagem aérea (-37,3%), transporte por aplicativo (-22,7%), seguro de automóvel (-9,9%), gasolina (-3,3%), hospedagem (-8,4%) e pré-escola (-1,7%). Na comparação com outubro do ano passado, a taxa de inflação para a faixa de renda muito baixa aumentou de 0,01% em 2019 para 0,98% no mesmo mês em 2020. O avanço foi menor para as classes mais altas (0,17% em 10/2019 e 0,82% em 10/2020).

No acumulado em 12 meses, ou seja, de novembro de 2019 a outubro de 2020, houve aumento na inflação de todos os segmentos, sendo que a aceleração foi maior para as classes de renda mais baixa (5,3%) do que para as mais altas (2,5%).

Fonte: Rádio Peão Brasil


Centrais promovem abaixo-assinado pela extensão do auxílio emergencial

As Centrais Sindicais CUT, Força Sindical, UGT, CTB, CSB, NCST, CGTB, Intersindical, CSP-Conlutas, Intersindical e Pública, iniciaram hoje (17/09/2020) uma campanha nacional pela extensão do auxílio emergencial de R$ 600 até dezembro (R$ 1.200,00 para mãe chefe de família). A intenção do movimento sindical é mobilizar os trabalhadores, conseguir apoio de organizações civis e dos parlamentares do Congresso Nacional.

Vale lembrar que a proposta do governo é de R$ 300 está sendo debatida no Congresso Nacional. A decisão de pautar a votação depende inicialmente do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, de encaminhar o processo legislativo na Câmara dos Deputados.

O abaixo-assinado é destinado à Câmara dos Deputados, e pede ao presidente coloque a MP em votação e aos parlamentares que, sensíveis às necessidades do povo brasileiro, votem pela prorrogação do Auxílio Emergencial.

Para ler o documento na íntegra e colocar com sua assinatura, CLIQUE AQUI

 



Convenção Coletiva 2019/2020

A CCT deste ano já se encontra registrada no Ministério da Economia. Para imprimi-la, clique aqui.

 



COMUNICADO

Diante da declaração do estado de emergência no Estado do Rio de Janeiro, motivado pela epidemia do novo coronavírus, estamos enviando este comunicado para esclarecer as dúvidas mais frequentes que nossos colegas tem levantado.

 

1)      FAKE NEWS - Até o momento (17/03/2020) não houve qualquer decreto, seja federal ou estadual, que tenha ordenado aos laboratórios o encerramento do atendimento ao público. Pelo contrário, o provável é que o governo esteja estudando maneiras de estender de forma emergencial a capacidade de todo o sistema de saúde, e nisso se inclui os laboratórios. Pedimos que somente confiem em notícias publicadas por jornais conhecidos ou pelos próprios canais de comunicação do governo.

 

2)      O aumento dos preços provocados pela epidemia não serve de desculpa para empresa deixar de disponibilizar os equipamentos de proteção individual (EPI). Os trabalhadores de laboratório também são parte do sistema de saúde, também estão na linha de frente do combate a esta crise, e é responsabilidade da empresa fornecer os meios necessários para que nós façamos nosso serviço com qualidade e segurança. O Dpto. Jurídico do sindicato está atento às denúncias de descumprimento desta obrigação.

 

Cordialmente,
Diretoria do SINEESPAC/RJ